quarta-feira, 2 de junho de 2010 às 17:40 Postado por Leonardo Peixe 4 Comments

“Super Mario Bros.” (1993), “Street Fighter – A Última Batalha” (1994), “Mortal Kombat” (1995), “Tomb Raider” (2001), “DoA: Vivo ou Morto” (2006), “Hitman – Assassino 47” (2007). Todos esses filmes tentaram adaptar um game de sucesso. Coincidentemente, todos também são considerados péssimas produções. Pode adicionar mais um título à lista, o recente “Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo”.

Assim que os trailers do longa foram lançados, criou-se a expectativa de que a aventura de Dastan finalmente quebraria a maldição dos filmes baseados em jogos de videogame. Com um belíssimo visual que refletia o estilo do material original, a prévia prometia ao menos uma coisa: diversão.

A proposta não é cumprida em nenhum momento. O péssimo roteiro escrito a três mãos por Boaz Yakin, Doug Miro e Carlo Bernard nem de longe traz o charme e o ambiente de fantasia do game. Com diálogos pobres e cenas de “ação” de dar sono (ou raiva), o que é mostrado em todo o filme é contado apenas na abertura do jogo “The Sands of Time”. A diferença, porém, é que a película é recheada com muitos clichês que deturpam a saga original.

Dastan (Jake Gyllenhaal) é um jovem que foi adotado pelo Rei Sharaman da Pérsia (Ronald Pickup). O príncipe prova o seu valor ao ajudar no ataque do exército persa a Cidade Sagrada de Alamut. Durante a batalha, Dastan se apossa de uma adaga mística com a habilidade de retroceder no tempo. Após conquistar a cidade, ele é apresentado à princesa Tamina (Gemma Arterton) que guarda o local e os segredos da adaga.

Porém, Sharaman é envenenado e Dastan se torna o principal suspeito de matar o rei. Com a fúria de seus irmãos e as ambições ocultas do enigmático Nizam (Ben Kingsley), o ex-príncipe foge para o deserto com Tamina, a única pessoa que poderá ajudá-lo a descobrir a verdade.

Além do roteiro fraco, o elenco também não faz sua parte. Gyllenhaal não convence como herói e lhe falta o tom cômico que (não se sabe porque) empregou-se ao personagem. Já Gemma Arterton parece ter o dedo podre para escolher papéis uma vez que ela também atua em “Fúria de Titãs”, outro blockbuster mal falado lançado em maio.

Beleza não falta à atriz que fotografa muito bem nas telonas. Entretanto, ela faz de Tamina uma personagem tão chata que acaba eclipsando o que tem de belo. Mais uma tentativa frustrada dos roteiristas ao tentarem criar uma princesa com atitude como a Léia de Star Wars.

Entre os coadjuvantes, Alfred Molina funciona como o engraçadinho da história. No papel do ganancioso Sheik Amar, ele chega a arrancar sorrisos ao reclamar dos impostos cobrados pelos persas. Fato que todo brasileiro também se queixa. Mas a piada é tão repetida que perde a graça.

Sem um bom roteiro ou elenco, a direção de Mike Newell (Harry Potter e o Cálice de Fogo) também pesa contra o filme. O inglês parece ter consultado o game errado e inspira algumas cenas não em “Prince of Persia”, mas em “Assassin’s Creed”.

A girada de câmera em torno de Dastan quando ele está próximo à margem de uma edificação alta culminando em um salto para trás. A perseguição em cima das casas com arqueiros atirando flechas. O disfarce do príncipe e sua entrada no meio da multidão para se esconder dos soldados. Tudo isso remonta ao game concorrente.

Fora ter errado a fonte de sua obra, Newell não consegue utilizar a comicidade que queria e nem o nível de ação certo. Com isso, entrega um filme maçante, lento e piegas (aquela frase do início que se repete no fim é típico de novela das 20h) que termina sendo uma versão capenga de “A Múmia” (1999) que já era uma versão capenga de Indiana Jones.

“Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo” é igual à princesa Tamina. À primeira vista parece belo, mas ao conhecê-lo por pouco tempo descobrimos ser chato e muito irritante. Ainda não foi desta vez que os games conseguiram fazer bonito nas telonas. Se realmente existe a tal adaga mística, a usaria para voltar antes da exibição do longa e recuperar 116 minutos preciosos do meu tempo...

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Título Original:  Prince of Persia - The Sands of Time
Direção:  Mike Newell
Elenco:  Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton, Ben Kingsley, Alfred Molina, Ronald Pickup
Duração:  116 min
Ano de Produção:  2010
Estréia:  04 de junho de 2010
Nota:

4 Responses so far.

  1. Teu Babaca o Filme e otimoo
    vc e que nao tem um péssimo gosto
    pare de pensar em apenas jogos
    o filme mostra oq todos os espectadores querem ver
    romance, aventura, mistério, beleza nos atores
    se vc nao gostou o Problema e seu aposto que A maioria que vio o filme amou e saio fascinado do cinema...
    Nao critica oq nao tem capacidade para fazer
    deve estar morrendo de inveja pois nunca vai conseguir fazer nada assim...

  2. ...E viva a liberdade de expressão!

  3. nossa q filme maravilhosooooooooooooooooo!!!!!
    o dastan é muito lindo,um gato...
    vamo combinar q o home e 10...
    to fascinada por ele...
    quanto a história tbm ´r muito legal,romance,aventura...
    tudo de bom do geiro q eu gosto.

  4. Leonardo Peixe, desculpe falar mas vc ñ esplicou praticamente nd do filme só falou o início deste filme oq vc falou só foi coisa de jogos entao foda-se os jogos oq eu quero saber é o resumo ou resenha do filme.

    Obrigada pela compreenção!

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